O nível de apoio ao investimento na agricultura mantém-se em 2015, garantiu esta sexta-feira a ministra da Agricultura. Isto para explicar que, embora haja menos dinheiro vindo do Orçamento do Estado, há os fundos europeus que permitem equilibrar as verbas destinadas a este fim.

«Temos inscrito todos os anos 100 milhões de euros para a contrapartida nacional dos fundos comunitários da agricultura. Este ano pudemos inscrever menos - cerca de 80 milhões de euros - pela simples razão de que gozamos de 500 milhões de euros sem necessidade de cofinanciamento nacional», explicou Assunção Cristas, aos jornalistas, em Fátima, à margem do seminário «As Caixas Agrícolas e a abordagem LEADER».

«Quando se fechou o acordo dos fundos em Bruxelas», o primeiro-ministro apontou os «500 milhões de euros” que o país tinha «conseguido para a agricultura sem necessidade de cofinanciamento nacional», a governante adiantou, segundo a Lusa, que é aqui que «está a expressão prática do que é que isso significa».

«Significa que podemos manter o mesmo nível de apoio ao investimento na agricultura, mas com menos esforço do Orçamento do Estado», salientou, considerando que «é essa a razão pela qual» em 2015 o ministério vai «conseguir manter todo o apoio – por ventura até intensificar – dos fundos comunitários nos projetos de investimento e, ao mesmo tempo, conseguir ajudar no esforço de consolidação orçamental».

Assunção Cristas classificou esta «uma negociação muito feliz», podendo agora ver-se «os frutos dessa negociação em concreto», aliviando o Orçamento do Estado.

«Fomos capazes este ano de, ao mesmo tempo, ajudar ao esforço global do Governo de diminuição da despesa, mas conseguimos fazê-lo sem ter de cortar na área que nos interessa mais, que é a área do investimento», acrescentou a ministra da Agricultura e do Mar.

A proposta do OE para 2015, que a ministra das Finanças entregou quarta-feira na Assembleia da República, estima que o défice orçamental para o próximo ano seja de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) ou seja 0,2 pontos percentuais acima do acordado com a troika. O documento prevê um crescimento económico de 1,5% e uma taxa de desemprego de 13,4%.

O seminário que hoje decorre Fátima é uma organização da FENACAM – Federação Nacional das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo e da Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local.