O Ministério Público (MP) acusou nove pessoas, pertencentes a um grupo organizado «com aparência empresarial», que furtavam e falsificavam carros para os venderem, indica esta quarta-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo a PGDL, os nove arguidos são acusados dos crimes de associação criminosa, burlas qualificadas, furto e falsificação de veículos e recetação.

A PGDL adianta que ficou indiciado que os arguidos constituíam «um grupo criminoso, com aparência empresarial, com a finalidade de furtarem, falsificarem viaturas e venderem» os carros a terceiros, tendo «auferido elevados proventos».

Os arguidos, dois dos quais em prisão preventiva, agiam com divisão de tarefas entre si, chefiados pelos mais responsáveis do grupo, refere a PGDL, sublinhando que a atividade criminosa foi desenvolvida entre 2011 e 2012.

De acordo com a PGDL, o grupo furtou muitos veículos, que depois falsificava com os elementos de identificação de salvados, vendendo-os posteriormente como se tivessem proveniência legítima.

O MP acrescenta que foram apreendidas quantias em dinheiro e 22 viaturas falsificadas topo de gama, designadamente das marcas BMW, Mercedes, Audi, tendo sido a declaração de perda do apreendido feita a favor do Estado.