O Ministério Público deduziu acusação contra cinco arguidos que se dedicavam à prática reiterada dos crimes de furto, utilização fraudulenta de cartões bancários furtados e falsificação de documentos.

A informação foi disponibilizada esta quarta-feira pelo Departamento Central de Investigação e Ação penal (DCIAP) na página da Procuradoria-geral da República (PGR) na internet.

Segundo o DCIAP, os arguidos, quatro dos quais oriundos da Argélia e de Marrocos, dedicavam-se à «pratica reiterada de crimes de furto, utilização fraudulenta de cartões bancários furtados e falsificação de documentos, bem como de auxílio à imigração ilegal, fazendo disso o seu modo de vida».

Três dos cinco arguidos encontram-se em prisão preventiva, de acordo com a informação disponibilizada pelo DCIAP, pela prática dos crimes de associação criminosa, furto qualificado, burla com utilização de cartões de crédito e falsificação de documentos.

No âmbito do processo foi ainda ordenada a extração de certidões para instaurar inquéritos para investigar alegados casamentos de conveniência.

O inquérito teve origem numa certidão extraída dos autos de carta rogatória referente a um pedido de cooperação judiciária internacional em matéria penal, emitido pelas autoridades judiciais alemãs e dirigido ao DCIAP.

Este pedido inseria-se no âmbito de uma investigação em curso, em simultâneo, na Alemanha, Grécia e República Checa e que visava descobrir os delitos desenvolvidos por uma associação criminosa que se dedicava, sobretudo, à falsificação de documentos, de modo a que indivíduos provenientes da Síria e do Afeganistão entrassem em países da União Europeia.