Notícia atualizada às 18:53

Fernando de Sousa, correspondente da SIC e da SIC Notícias em Bruxelas, morreu esta-quinta-feira. O correspondente estava em Milão para a cobertura da cimeira sobre o emprego.

Ao que a TVI apurou, Fernando de Sousa, com 65 anos de idade, foi encontrado sem vida no quarto de hotel.

Fernando de Sousa nasceu a 16 de fevereiro de 1949. Passou pela RDP, BBC, Diário de Notícias e SIC. Trabalhou como correspondente em Londres, na Alemanha e em Bruxelas. Em 2006, foi mesmo condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.

O jornalista da TVI, João Maia Abreu, lamentou a morte do amigo com quem trabalhou sublinhando, ao tvi24.pt, que Fernando de Sousa morreu «a fazer aquilo que mais adorava, que era trabalhar». O jornalista deixou ainda nas redes sociais, o pesar pela morte repentina do colega de profissão.

No Facebook, o João Maia Abreu escreveu: «Aprendi muito com o meu amigo Fernando de Sousa. Um contador de estórias, sempre na estrada de um lado para o outro. Com garra, como se fosse a primeira vez. Morreu a fazer o que adorava, como ele queria "em reportagem", mas cedo demais! Agora as histórias do Fernando vão continuar a ser ouvidas. Noutros lados RIP».

O Presidente da República, Cavaco Silva, lembrou Fernando de Sousa como um jornalista que se destacou pela «qualidade dos seus trabalhos jornalísticos» nomeadamente em «questões europeias». «Profissional da comunicação social com uma longa carreira, Fernando de Sousa era um rosto bem conhecido dos Portugueses e uma personalidade respeitada pelos seus pares, que se destacou pelo rigor no tratamento de assuntos noticiosos e pela qualidade dos seus trabalhos jornalísticos, designadamente dos que se relacionavam com as questões europeias», escreve Cavaco Silva, em mensagem e condolências à família de Fernando de Sousa, divulgada no site da Presidência da República.

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, recordou o contributo do jornalista Fernando de Sousa para «uma consciência quotidiana e reforçada do sentimento de Europa». «No dia-a-dia das instituições europeias, ele foi a complementaridade necessária do agir político. Contribuiu para uma consciência quotidiana e reforçada do sentimento de Europa. Entre a dedicação e o profissionalismo, rasgou connosco as portas de um mundo novo», escreve Assunção Esteves, em mensagem de condolências.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, lamentou a morte do jornalista da SIC, a quem se referiu como «uma das figuras mais destacadas e respeitadas do jornalismo português», com uma «carreira exemplar». «O primeiro-ministro recebeu com profunda consternação a notícia do desaparecimento do jornalista Fernando de Sousa, uma das figuras mais destacadas e respeitadas do jornalismo português», lê-se numa nota divulgada pelo gabinete de Pedro Passos Coelho.