“Atualmente tem-se vindo a observar uma maior prevalência em indivíduos mais novos, menos de 40 anos, devido fundamentalmente ao vírus HPV, Papiloma Vírus. Pensa-se que terá a ver com o aumento dos riscos em termos sexuais, em termos de comportamentos de risco próprios que aumentam essa prevalência do HPV”, disse o especialista.






“A valorização dos sinais pela pessoa é um facto é certo, mas as consultas de rotina em termos de médicos de família também têm que ser mais cuidadosas. Um doente não pode entrar numa consulta de rotina e sair dois ou três minutos depois. O exame clínico tem que ser um exame detalhado. Não é todos os doentes quando vão à consulta terão de ter um cancro. O objetivo da consulta é obviamente tratar e avaliar as situações porque o doente lá está”, defendeu.

“O doente pode queixar-se de uma dor na língua, pode ter uma lesão, uma úlcera, uma afta ou uma lesão que pode simular uma afta. Alterações da voz, uma rouquidão persistente, uma hemorragia também, alterações do olfato, um nódulo no pescoço, tudo isso pode alertar-nos para a presença do cancro da cabeça e pescoço. E isso implica que o doente se queixe e implica também que haja uma maior atenção do clínico para esse sinais e sintomas”, concluiu.