A mudança de imagem e fardamento da PSP será feita de forma faseada e custará seis milhões de euros por ano, mas não terá custos acrescidos para os polícias, revelou o ministro da Administração Interna.

Miguel Macedo, que falava na direção nacional da PSP, em Lisboa, onde foi apresentada, esta quarta-feira, a nova identidade da PSP, explicou que a introdução da nova imagem visual dos veículos e o fardamento dos elementos da PSP será feita a partir do início de 2015 e durante três anos e terá um custo anual de seis milhões de euros.

«Sendo uma exigência [esta mudança de fardamento com estes objetivos] do ponto de vista institucional da polícia é evidente que não vamos em qualquer caso repercutir esses custos sobre cada um dos agentes, como é evidente», garantiu Miguel Macedo.

O governante explicou que se trata de uma renovação que «faz parte dos objetivos estratégicos da polícia, que é acentuar a visibilidade das forças de segurança».

O ministro acrescentou estar a aguardar que seja publicada a lei das funções do trabalho em funções do Estado, o que deve ocorrer dentro de dias, para começar a discutir com as estruturas sindicais o estatuto da polícia.

«E nessa sede, esta [nova imagem da PSP] será uma das questões que se vai colocar», disse.

Sobre a forma como vai decorrer a adoção da nova imagem da Polícia de Segurança Pública, Miguel Macedo disse que estão ainda a ver quais os mecanismos em que se vai operar, garantindo porém que não terá qualquer custo para os polícias.

Questionado a alteração da imagem da PSP decorrer numa altura de crise, o ministro minimizou tal facto, assegurando que por ser uma mudança faseada «será feita à medida que se operarem as necessidades de renovação e faseamento», dado que todos os anos é necessário fazer renovação de fardamento.

«Não estamos aqui a enxertar uma despesa nova sobre aquilo que temos; vamos esgotar aquilo que temos e à medida que se faria a renovação deste fardamento faremos essa renovação por novo fardamento», frisou.

Acentuar a proximidade da PSP com os cidadãos é outro dos objetivos da mudança de imagem da instituição, cujos fardamentos vão deixar de ser totalmente azul escuro - uma cor demasiado marcial que, segundo um dirigente da polícia referiu na cerimónia, não conferia interação entre polícia e cidadão - passando a conjugar esta cor com azul turquesa.

Tantos os uniformes como as viaturas passarão também a dispor de três riscas na diagonal a verde, amarelo e vermelho, simbolizando a bandeira portuguesa estilizada.