O advogado Miguel Júdice comentou, este domingo no Jornal das 8 da TVI, o caso judicial que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates, afirmando que, na sua opinião, a prisão preventiva deve ser a "a exceção das exceções". 

"Sou muito desfavorável à prisão preventiva. A prisão preventiva deve ser a exceção das exceções.  [...] Não vejo como é que, com as novas tecnologias, alguém possa em Évora perturbar menos ou perturbar mais do que em sua casa a evolução do inquérito."


O antigo Bastonário da Ordem dos Advogados disse ainda que a alteração da medida de coação era "esperada", pois há três meses o Ministério Público tinha proposto uma solução semelhante com pulseira eletrónica. Miguel Júdice disse que esta foi uma "atitude inteligente da investigação" para depois acrescentar que "o problema é saber se devia ter estado tanto tempo" em prisão preventiva. 

"Acho uma atitude inteligente da parte da investigação. O problema é saber se devia ter estado tanto tempo [em prisão preventiva]."


Sobre a influência que o caso judicial terá na campanha dos socialistas, não tem dúvidas: "o Governo ganha com isto".

"O simples facto de ele estar noutro estatuto já o fez intervir e em teoria isto é mau para o PS e bom para a coligação."