O executivo liderado por Passos Coelho e Paulo Portas vai passar a recompensar pecuniariamente os médicos de família que aumentem as respetivas listas de utentes, em regiões geográficas especialmente carenciadas no rácio entre especialistas clínicos e doentes.

"Prevemos, com esta medida, que mais 200 mil cidadãos podem beneficiar de médico de família", afirmou o ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, após reunião do executivo da maioria PSD/CDS-PP, em Lisboa.
 

O responsável governamental congratulou-se com o facto de apenas "11,7% da população" não ter médico de família atribuído, mas vincou que, apesar de se tratar do "número mais baixo de sempre", a sua distribuição pelo território não se verifica de "forma uniforme".


Algarve, Alentejo litoral, Grande Lisboa (Loures, Amadora, Sintra e Cascais) e Pinhal Litoral vão ser as regiões a merecer atenção, numa processo que Marques Guedes esclareceu ser de "adesão voluntária" por parte dos médicos, vigorando nos próximos dois anos.

O valor do incentivo "oscila entre 648 euros e 741 euros, escalões a ser definidos pelo número de utentes acrescentados a cada médico de família" e ao facto de certos profissionais terem contratos de 35 horas e outros de 40 semanais de trabalho, ainda segundo o ministro, que previu que o rácio de pessoas por médico pode assim crescer dos atuais 1.900 utentes por especialista para até 2.266 pessoas por médico.