O Instituto Português de Oncologia de Lisboa está a operar menos e a aumentar os tempos de espera para consultas e cirurgias, avança o Jornal de Notícias. De acordo com a publicação, esta redução de cirurgias e consultas deve-se à dificuldade em contratar profissionais está a agravar tempos de resposta.

Apesar de ainda não terem sido divulgados os números oficiais, o IPO de Lisboa vai apresentar uma pequena descida no número de doentes tratados. Por outro lado, existe um aumento nos tempos de espera para cirurgia e consulta.

Segundo afirmou Francisco Ramos, presidente do Conselho de Administração do IPO, durante a cerimónia de comemoração dos 90 anos da instituição, «as restrições radicais à contratação de recursos humanos» estão a impor uma inversão da tendência da redução dos tempos de espera e de aumento de produção que se tinha verificado nos últimos anos.

«Ao fim de três anos de sucessivas restrições no financiamento e limitações à contratação, os números mostram que isso tem efeito, sim», afirmou, acrescentando que «graças ao empenho e ao desdobramento dos profissionais» tem sido possível mitigar esses efeitos.

Francisco Ramos espera que em 2014 seja possível «repor as necessidades de profissionais que o IPO tem para o seu normal funcionamento e retomar a tendência natural de crescimento».