Depois da GNR ter anunciado a apreensão de 18 mil unidades de medicamentos ilegais, as farmácias "abrem guerra" aos medicamentos vendidos na Internet.

A Cooperativa dos Proprietários de Farmácia (Cooprofar) lançou uma campanha com o objetivo de combater “um dos maiores flagelos de saúde pública da sociedade global da atualidade”, ou seja, a venda de medicamentos ilegais.

Com o lema “A compra de medicamentos online pode matar. Quer arriscar?”, esta campanha, que vai ser divulgada nas farmácias, pretende “alertar as pessoas para os elevados perigos para a sua saúde e incentivar a compra de medicamentos nas farmácias”.

Em comunicado enviado à Lusa, a Cooprofar esclarece que a campanha dá um enfoque à venda de medicamentos pela Internet, uma vez que é “um veículo facilitador de comércio à escala global, mas que muitas das vezes é difícil de controlar pelas autoridades, pelo que a consciencialização das pessoas é muito importante”.

“Estes medicamentos são produzidos em laboratórios clandestinos, por organizações criminosas e muitas das vezes fabricados graças à exploração laboral. Não são alvo de qualquer controlo por parte das entidades reguladoras, não oferecendo por isso qualquer garantia de qualidade ou segurança a quem os consome”, acrescenta a representante das farmácias.


A maior operação internacional de combate a medicamentos ilegais


Na quinta-feira, as autoridades portuguesas impediram a entrada no país de mais de 18 mil unidades de medicamentos ilegais, no valor superior a 40 mil euros, durante uma operação internacional entre 9 e 16 de junho.

Em comunicado, a GNR referia que, em Portugal, foram controladas 6.140 encomendas de fármacos, tendo sido apreendidas 1.051. 

Em Portugal, a operação, Pangea VIII, de combate aos medicamentos falsificados e comercializados via Internet, foi realizada pela GNR, Autoridade Tributária e Aduaneira e Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde. 

A Pangea VIII, considerada a maior operação internacional de sempre de combate a fármacos ilícitos, envolveu 115 países e foi coordenada pela Interpol (polícia internacional) e Organização Mundial das Alfândegas. 

A operação culminou com a detenção de 156 pessoas e a apreensão de um total de 20,7 milhões de unidades de medicamentos contrafeitos, potencialmente letais, no valor de 71,9 mil euros, precisa a GNR, acrescentando que foram suspensos mais de 365 anúncios de produtos farmacêuticos ilícitos, através de plataformas de redes sociais, e encerradas 2.414 páginas da Internet.