A Proteção Civil de Águeda aconselhou este sábado de manhã as pessoas a não saírem de casa e a evitarem a zona baixa da cidade, prevendo um agravamento das cheias nas próximas horas.

“Aconselho as pessoas a que só saiam de casa de for absolutamente necessário, até a situação acalmar, e sobretudo que não vão para a baixa da cidade porque as condições de circulação vão estar bastante difíceis”, disse Jorge Almeida.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Águeda, que está a coordenar no terreno as operações da proteção civil, afirmou à agência Lusa que a situação melhorou durante a noite, mas está de novo a agravar-se, sabendo-se que “há uma grande massa de água que está a caminho desde o Caramulo”.

Jorge Almeida admitiu que o dia de hoje pode vir a ser “bastante complicado”, pelo que a proteção civil municipal tem todo o sistema de vigilância montado e o parque de máquinas operacional para acorrer aos vários deslizamentos de barreiras. Águeda sofreu, na sexta-feira, as maiores cheias dos últimos anos, 

De acordo com o autarca, a situação melhorou durante a noite, fruto da acalmia das condições de tempo ontem [sexta-feira] ao final da tarde, mas o Rio já está outra vez a subir, devido à chuva que cai ininterruptamente desde as 03:00 na zona do Caramulo.

 

“O mais problemático é a partir de agora porque o rio reiniciou o processo de subida e sabemos que há uma massa de água bastante grande que está a caminho desde o Caramulo, através do rio Águeda e dos seus afluentes, pelo que temos a situação dificultada, até porque é difícil saber qual vai ser a cota máxima, apesar dos instrumentos de medição, que têm um intervalo de cerca de uma hora”, disse.

Jorge Almeida revelou à Lusa que algumas das estradas que já haviam sido reabertas estão a ser novamente encerradas, “nomeadamente a rotunda de Assequins e junto à antiga estação de tratamento de água”, e que a ligação a Aveiro está encerrada junto à Ponte da Rata”.

“Estamos a acompanhar a evolução à volta da cidade. Ontem [sexta-feira], tivemos vários pedidos de auxílio, em que os barcos dos bombeiros tiveram de ajudar as pessoas que pretendiam sair ou entrar em casa nas zonas inundadas, mas a noite foi tranquila. A Rua Vasco da Gama e a Rua Manuel Pinto [na baixa da cidade] ainda não deixaram de ter água e vamos ver onde é que atinge o pico máximo”, comentou.