A chuva e o vento forte provocaram no início da madrugada desta quarta-feira quedas de 23 árvores, algumas de grande porte, inundações e quedas de pequenas estruturas edificadas, adiantou fonte do CDOS do Porto.

De acordo com a fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS), estas ocorrências verificaram-se por todo o distrito do Porto e não provocaram feridos, apenas danos materiais em duas viaturas estacionadas.

Além das árvores, os bombeiros foram também chamados para ajudar em oito inundações e para retirar duas estruturas de edifícios.

No total, estiveram envolvidos nas operações 137 homens, auxiliados por 37 viaturas.

A fonte do CDOS disse ainda, hoje de manhã, que a situação acalmou cerca das 03:00.

O Comando Distrital de Operação de Socorros (CDOS) do Porto admite um aumento dos pedidos de ajuda, mas "sem ocorrências significativas".

“Até ao início da madrugada ainda tivemos chamadas a pedir auxílio, mas nada de relevante, tudo incidentes sem danos. A partir do meio da madrugada acalmou”, adiantou a mesma fonte.

Também a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), contatada pela Lusa, avançou também que, apesar das ocorrências durante o final do dia e madrugada, nenhuma destas foi significativa.

Durante o dia de terça-feira, o mau tempo no norte do país causou a queda de árvores e inundações, mas “nada de significativo”, avançaram também à Lusa fontes dos bombeiros locais e da proteção civil.

Até às 16:00, o CDOS do Porto registou 42 ocorrências um pouco por todo o distrito, maioritariamente inundações e quedas de árvore, mas nenhum dos incidentes provocou danos graves.

Em Ponte de Lima, o vento forte que se fez sentir no norte do país derrubou as armações das iluminações das Feiras Novas, mas "sem causar outros danos", disseram à Lusa os bombeiros locais.

O Centro Distrital de Operações de Socorro de Vila Real registou nas últimas 24 horas 49 ocorrências relacionadas com o mau tempo, na sua maioria quedas de árvores, pequenas inundações ou deslizamentos de terras.

O comandante distrital, Álvaro Ribeiro, disse que neste período, os bombeiros foram chamados para 20 quedas de árvores, a maior parte das quais durante esta madrugada, devido ao vento forte que se fez sentir.

Aos CDOS do norte do país chegaram ainda 14 queixas de inundações em espaços privados e públicos, oito movimentos de terras (deslizamentos ou desprendimentos) e quatro pedidos para desentupimentos.

Houve ainda uma queda de estrutura, foi preciso proceder a uma limpeza de via e ocorrer a um desabamento de muro.

Em Viana do Castelo, um desabamento de terras, devido ao mau tempo, cortou hoje de madrugada a Estrada Nacional 301, em Arcos de Valdevez, mas "sem causar danos", disse fonte da Proteção Civil.

De acordo com fonte do CDOS de Viana do Castelo, o desabamento de terras ocorreu às 05:48 na Estrada Nacional que liga o concelho de Arcos de Valdevez a Paredes de Coura, no Alto Minho.

O mau tempo que se fez sentir na terça-feira no norte do país e que levou o IPMA a emitir aviso vermelho, o mais grave de uma escala de quatro, nos distritos de Porto, Braga, Viana do Castelo e Vila Real provocou pequenos deslizamentos de terras, inundações e quedas de árvores e ramos.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou para 10 os distritos sob aviso laranja durante o dia de hoje. Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda e Castelo Branco estão sob aviso laranja devido à previsão de chuva persistente, passando a regime de aguaceiros e acompanhados de trovoadas e vento forte com rajadas da ordem 120 quilómetros por hora nas terras altas, sendo de 90 quilómetros por hora no litoral.

O aviso laranja está em vigor desde as 02:00 e termina às 09:00 de hoje, altura em que aqueles dez distritos passarão a aviso amarelo.

O IPMA colocou também os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Leiria, Lisboa, Setúbal e Coimbra sob aviso amarelo devido à previsão de agitação marítima forte com ondas com 4 a 5 metros entre as 02:00 e as 18:00 de hoje.