Duas pessoas tiveram que ser retiradas durante a noite de uma habitação que ficou parcialmente soterrada devido a um desabamento de terras no Peso da Régua, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

O responsável pela Proteção Civil Municipal, Manuel Saraiva, explicou que durante a noite se verificou um deslizamento de terras oriundos de uma vinha nova, onde se verificaram trabalhos nos terrenos há pouco tempo, que soterrou cerca de metade de uma casa situada numa quinta na freguesia de Mouramorta e Vinhós, na região do Douro, distrito de Vila Real.

Dentro da habitação estavam duas pessoas, na casa dos 60 anos, que foram retiradas pelos elementos da Proteção Civil e dos bombeiros, sem ferimentos. As duas pessoas passaram a noite em casa de familiares.

Manuel Saraiva referiu que durante o dia de hoje vai ser feita uma avaliação dos estragos da casa no sentido de verificar se possui condições de habitabilidade.

Já no sábado, ao final da tarde, verificou-se também na zona da ribeira do Rodo, freguesia de Godim (Régua), um desmoronamento de parte da estrutura da habitação, na zona da entrada e parte inferior do acesso à casa, pelo que, por razões de segurança, o casal com duas filhas, de 10 e 16 anos, foram realojadas numa residencial.

Manuel Saraiva referiu que as zonas rurais do concelho estão a ser muito afetadas pelo mau tempo (chuva intensa) que provocou muitos desabamentos e quedas de pedras, pelo que a Proteção Civil teve que estabelecer prioridades na resolução das situações mais graves.

Ao mesmo tempo, segundo o responsável, tem sido ainda preciso vigiar a subida do nível das águas do rio Douro que, depois de submergir o cais da Régua em cerca de um metro, desceu ligeiramente.

Também no concelho vizinho de Santa Marta de Penaguião, o presidente de junta de freguesia de Fontes relatou à Lusa situações de “desabamentos fortes de terras que levaram vinhas, campos agrícolas e manilhas de ribeiros”.

“Destruiu tudo numa extensão ainda grande. É um grande prejuízo para os agricultores que ficaram sem vinhas, sem campos e sem caminhos para passarem para os seus terrenos”, salientou Hugo Sequeira.

O autarca referiu que se vai fazer uma avaliação dos estragos provocados pelo mau tempo.