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Mau tempo provoca estragos a norte

Gaia e Guarda foram duas das regiões afectadas

Por: Redacção / PP  |  14- 1- 2010  9: 0

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Mau tempo em Vila Nova de Gaia- ESTELA SILVA / LUSA

Artigo actualizado às 13h12

Várias árvores e chapas caídas e o aluimento de uma rua na Afurada, em Gaia, são algumas das consequências do vento forte e da chuva intensa que se fizeram sentir durante a madrugada desta quinta-feira no Grande Porto.

Fonte dos Sapadores de Gaia disse à Lusa que ao início da manhã se registou um aluimento na Calçada Monte da Luz, na Afurada, em Gaia, provocando danos numa viatura que ficou «com as rodas presas».

«A rua aluiu junto a uma tampa de saneamento, obrigando ao encerramento daquela via de acesso local», disse a fonte. Além deste caso, os Sapadores de Gaia foram chamados para cortar árvores e recolher toldos que se soltaram.

Os Sapadores do Porto registaram também 11 saídas devido ao mau tempo, a maioria das quais devido à queda de árvores de pequeno porte e chapas, o mesmo sucedendo em Leça da Palmeira, Matosinhos.

Vento forte na Guarda

As fortes rajadas de vento que assolaram a região da Guarda durante a madrugada derrubaram várias árvores, painéis publicitários e protecções de obras, disse à Lusa fonte da protecção civil.

Segundo Granja de Sousa na área do concelho a força do vento partiu quatro árvores, que caíram para a via pública, três painéis publicitários junto de uma área comercial e várias protecções de obras.

O responsável frisou que durante a madrugada «foi necessário andar a segurar gruas de obras», para que não cedessem com a força do vento e, em algumas zonas da cidade, «só se viam chapas [arrancadas de protecções de obras] por todo o lado».

Granja de Sousa referiu que as situações registadas pela protecção civil causaram «poucos prejuízos» materiais, sendo os casos mais onerosos relacionados com a destruição dos painéis publicitários de rua.

Árvores caídas em Viana do Castelo

Duas dezenas de árvores caídas e a interrupção da circulação na Linha do Minho foram as principais consequências do temporal da última noite no distrito de Viana do Castelo.

Segundo a protecção civil, os fortes ventos, com rajadas que atingiram mais de 100 quilómetros por hora, também terão «empenado» o «potente» portão metálico de saída do Interface de Transportes de Viana do Castelo, inviabilizando a sua abertura.

Na Linha do Minho caíram duas árvores, uma em Lovelhe (Vila Nova de Cerveira) e a outra em Vila Praia de Âncora (Caminha), interrompendo a circulação de comboios durante cerca de um hora.

Outras duas árvores caíram para a estrada, provocando acidentes em Seixas (Caminha) e em Vila de Punhe (Viana do Castelo), de que resultaram apenas alguns estragos nas viaturas.

O portão metálico do Interface de Transportes de Viana do Castelo «empenou», inviabilizando a saída dos autocarros, pelo que os passageiros passaram a entrar e sair na rua.

Pequenas inundações

Os bombeiros do distrito de Vila Real receberam 31 pedidos de ajuda, desde as 14:00 de quarta-feira, por causa de pequenas inundações, quedas de árvores e pequenos deslizamentos provocados pela chuva e vento fortes.

A maior parte das ocorrências está relacionada com quedas de árvores, inundações de garagens, pedidos de reboque de viaturas, limpezas de vias e desentupimentos de canos e pequenos deslizamentos de terras. A Protecção Civil colocou o distrito de Vila Real em Alerta Azul.

Alunos sem aulas

Os treze alunos do primeiro ciclo do ensino básico de Benagouro, Vila Real, não tiveram aulas esta manhã por causa do fumo intenso que invadiu a escola devido a problemas de funcionamento do aquecimento e do vento forte.

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