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Mau tempo: mais de quatro mil ocorrências

Tudo consequência do forte vento que fustiga o país

Por: Redacção / PP  |  27- 2- 2010  17: 31

Vento forte arranca árvores no Alentejo

Artigo actualizado às 19h18

Até às 17:00 deste sábado a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) registou 4.208 ocorrências relacionadas com o mau tempo, das quais 2.372 queda de árvores e 935 queda de estruturas, escreve a Lusa.

A ANPC registou ainda 83 desabamentos, 121 deslizamentos e 778 inundações provocadas pelas fortes chuvas e vento que se verificam por todo o pais.

Foi a partir das 12:00 que se registou o maior número de ocorrências, motivando um apelo da protecção civil para que as pessoas no norte e centro litoral se mantivessem em casa para evitar eventuais danos provocados pelo mau tempo.

Mau tempo: as fotos dos leitores

A queda de um ramo de uma árvore cerca das 16:00 de hoje provocou a morte de um rapaz de 10 anos em Paredes, quando jogava à bola junto ao átrio da igreja onde aguardava para ir à catequese.

Pelo menos onze pessoas ficaram desalojadas nos distritos de Évora, Porto e Leiria na sequência do desabamento de partes das suas casas, devido ao mau tempo.

Em Torres Novas os fortes ventos provocaram a queda de uma grua, causando danos numa viatura estacionada e num andar de um prédio em construção, e a zona da baía do Seixal ficou inundada com a subida da água do rio Tejo.

Em Viseu, o mau tempo provocou falhas na energia elétrica durante a tarde na cidade de Viseu, assim como a queda de várias árvores, painéis publicitários e outras estruturas, sem causar danos pessoais.

A queda de árvores de grande porte provocou também o corte da linha ferroviária do norte em Povoa Valado/Aveiro e da linha do Vouga em S. Paio Oleiros/Sta Maria Feira/Aveiro, devido a quedas de árvore de grande porte.

A circulação na linha do Douro entre a Régua e o Pinhão foi suspensa devido à queda de uma pedra de grande porte na linha, sendo o transporte dos passageiros assegurado por autocarros.

Em Évora o mau tempo obrigou ao realojamento de uma família em Montemor-o-Novo e provocou a queda de dezenas de árvores, um cabo eléctrico, duas estruturas e o desabamento de cinco barracões.

Em Portalegre, quatro famílias que vivem em condições precárias junto às muralhas do castelo de Campo Maior ficaram sem tecto, quando o vento forte arrancou as chapas de cobertura de quatro barracas onde viviam as famílias.

O mau tempo provocou o encerramento ou condicionamento por todo o país de dezenas de estradas, afectadas pela queda de árvores e postes, abatimento de pisos, desmoronamentos e inundações.

O trânsito nos dois sentidos na Estrada Marginal esteve cortado entre as praias de Paço de Arcos e Santo Amaro, como medida de prevenção do forte vento e ondulação.

O terminal fluvial do Terreiro do Paço, em Lisboa, foi fechado devido ao mau tempo, desviando a Transtejo as ligações do Barreiro/Lisboa para Cacilhas ou Cais do Sodré.

As barras marítimas de Caminha, Douro e São Martinho do Porto foram encerradas, ficando também condicionada a entrada e saída de embarcações nas barras de Leixões, Aveiro, Figueira da Foz e Faro.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil prevê retirar hoje às 21:00 o alerta laranja.

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