A urgência, os cuidados intensivos neo-natais e a medicina materno-fetal da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) poderão começar a ser transferidos a partir de 29 de julho para o Hospital D. Estefânia, disseram à Lusa fontes médicas.

Esta decisão terá sido transmitida, esta sexta-feira, pelo conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) a diretores de serviço da MAC, durante uma reunião marcada na quinta-feira a pedido do CHLC, segundo as mesmas fontes.

Contactada pela Lusa, Maria José Alves, que dirige o serviço de medicina materno fetal da MAC e esteve presente na reunião, sublinhou que a data avançada «é negociável» e considerou que «o verão não é a melhor altura para a mudança».

«Os profissionais estão a meio gás e uma transferência de pessoal nesta altura pode criar problemas na assistência», argumentou, sublinhando que «tudo tem de ser feito em segurança».

Aliás, Maria José Alves referiu que o próprio conselho de administração do CHLC assumiu ter todo o interesse em que o processo decorra em segurança, pelo que a data apontada é meramente indicativa.

«Além disso, estamos à espera da providência cautelar», acrescentou, mostrando-se convicta de que o resultado deve estar para breve, pois já passou muito tempo desde o início do processo.

O julgamento da Providência Cautelar interposta por um grupo de requerentes contra o anunciado fecho da MAC começou a 25 de março.

Ricardo Sá Fernandes, o advogado que representa este grupo de requerentes, disse à agência Lusa que a decisão ainda não é conhecida e que esperava já ter conhecimento da mesma nesta altura.

Na sua última ida à comissão parlamentar de saúde, o ministro Paulo Macedo foi questionado sobre os planos do Governo para a MAC, tendo na altura respondido que aguardava pela decisão da Providência Cautelar.