Um marroquino casado com uma portuguesa tentou levar a cabo um atentado contra o Papa Francisco, durante a visita a Portugal, a 12 e 13 de maio. A informação é avançada pelo jornal Sol, que cita fonte policial.

De acordo com o semanário, o homem era casado com uma bombeira de Ourém e terá convencido a mulher a infiltrar-se na ambulância que esteve sempre nas proximidades do Papa, mas não conseguiu. O suspeito em causa, adianta o Sol, já foi enviado para o país de origem e a mulher foi suspensa do serviço. A TVI contactou as autoridades competentes, que desmentem que tenha sido suspenso qualquer elemento dos bombeiros por estes motivos na região. 

O suspeito era já vigiado pelas autoridades, por causa de várias compras de nitratos, uma substância que pode ser usada para o fabrico de bombas artesanais.

O Sol sublinha que a segurança do Papa nunca esteve em risco. Vários agentes do SIS e da Polícia Judiciária estiveram infiltrados entre os fiéis, na noite da procissão das velas, vigiando suspeitos e neutralizando qualquer hipótese de uma ação criminosa. Também as forças de segurança suíças, responsáveis pela proteção do Vaticano, estiveram sempre em contacto com as autoridades portuguesas, uma vez que havia alguns cidadãos marroquinos referenciados.

O jornal adianta que esta informação nunca tinha sido noticiada para não causar alarme social e também para Portugal não ficar mal visto no estrangeiro. Isto, à semelhança de outros casos de expulsão de suspeitos de terrorismo do país. De acordo com o Sol, o SIS, em colaboração com a PJ e com a PSP, detetaram diversos movimentos suspeitos em Portugal.

Além do suspeito de Fátima, expulsaram também um cidadão jordano, também casado com uma portuguesa e que procurava convencer jovens sírios residentes na zona de Leiria a participar em atentados em Portugal.