O Presidente da República lamentou, neste domingo, a morte do professor Moniz Pereira, definindo-o como um “homem bom”, com vida de devoção “ao desporto e aos desportistas” e uma “glória do atletismo” em Portugal.

“Foi com muita emoção que o Presidente da República tomou conhecimento do falecimento do professor Moniz Pereira. Era um Homem Bom, que deixa uma vida repleta de bons exemplos, de devoção ao Desporto e aos desportistas, tendo ele próprio sido uma glória do atletismo nacional”, refere um comunicado da presidência.

Na véspera dos Jogos Olímpicos, o seu exemplo reforça ainda mais a vontade de todos os desportistas nacionais de se superarem e obterem resultados que o honrem e o recordem como grande motivador do nível que o nosso atletismo e nosso desporto têm atingido”, assinala o texto.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinha “que em todos os que, ao longo dos anos, tiveram o privilégio de o conhecer, deixa o tesouro de uma memória calorosa e dedicada”, antes de apresentar “sentidas condolências” à sua família, à Federação Portuguesa de Atletismo e a todos os amigos.

Moniz Pereira, antigo treinador de Carlos Lopes, medalha de ouro em Los Angeles 1984, morreu hoje aos 95 anos, anunciou no final da tarde através do Facebook o Sporting Clube de Portugal, que representou como dirigente, treinador e atleta.

Também o primeiro-ministro, António Costa, lamentou a morte de Moniz Pereira, lembrando as suas múltiplas capacidades e funções no desporto.

Sportinguista apaixonado, tive o privilégio de o ter por guia na visita que há anos fiz ao museu do Sporting, onde tantas vezes nos surge, como atleta múltiplo, treinador ímpar e dirigente dedicado", escreveu António Costa, pelo seu punho, numa nota pessoal enviada à agência Lusa.

António Costa destaca ainda Moniz Pereira como um "grande fadista, com centenas de letras cantadas".

Podemos hoje repetir sobre Moniz Pereira dois versos escritos para Carlos Ramos e que Maria da Fé popularizou: 'Valeu a pena ter vivido o que vivi (...). Valeu a pena Sonhar o que sonhei'. Valeu a pena Professor Moniz Pereira", escreve António Costa, na nota em tom emocionado.

O primeiro ministro endereça os seus sentimentos "à família de Moniz Pereira, ao Sporting Clube de Portugal, aos atletas e a todos quantos o admiraram".

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, sublinhou a "perda para Portugal, para o Desporto, para o Atletismo, para o patriotismo e para o Sporting Clube de Portugal".

Numa mensagem assinada a título pessoal, Ferro Rodrigues manifestou-se "solidário com todos os que lamentam, sinceramente, a morte de Mário Moniz Pereira".

"Muitas das vitórias e recordes inolvidáveis de há mais de 30 anos têm a sua mão de treinador e de compositor", afirmou.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, igualmente lamentaram a morte de Mário Moniz Pereira.

"Aos 95 anos, deixa o país e o desporto português mais pobres, mas, ao mesmo tempo, um legado de luta e glória incontestáveis. O 'Senhor Atletismo' ajudou os grandes a serem ainda maiores: treinou vários atletas que conquistaram medalhas de ouro olímpicas ou mundiais, contribuiu para levar o nome de Portugal mais longe", pode ler-se na nota divulgada pela agência Lusta

No mesmo texto, os governantes lembram a ligação ao Sporting e o "treinador de excelência, atleta de mérito, e o símbolo do ecletismo desportivo, símbolo também da dedicação ao desporto nacional".

"Moniz Pereira - o jovem Mário que desde cedo praticou andebol, hóquei em patins, ténis de mesa, voleibol, entre outros - escolheu o atletismo como a 'causa' a que dedicou grande parte de uma vida, como o próprio gostava de sublinhar, 'bem vivida'", acrescenta a nota.