A Plataforma da Península de Setúbal em Defesa do Serviço Nacional de Saúde vai entregar na terça-feira ao ministro da Saúde um manifesto a alertar para os problemas do setor na região, segundo fonte daquela estrutura.

«Subscrevemos um manifesto denunciando um conjunto de situações que os utentes e as populações da Península de Setúbal estão a viver, designadamente os constrangimentos no acesso à saúde, mas também as questões relacionadas com os profissionais: falta de médicos, falta de enfermeiros, rutura nos serviços», disse Luísa Ramos, da Comissão de Utentes da Saúde de Almada, entidade que subscreve o manifesto.

Segundo Luísa Ramos, foi pedida «uma audiência ao ministro da Saúde para entrega do manifesto, mas também para lhe dar a conhecer, de viva voz, presumindo que há muita coisa que ele possa não saber, até pelas afirmações que tem feito no plano público de que as coisas estão melhores, a situação que se vive no setor da saúde na Península de Setúbal».

Representantes dos subscritores do manifesto vão deslocar-se na terça-feira ao Ministério da Saúde, pelas 11:30, apesar de não terem recebido qualquer confirmação do pedido de audiência.

O manifesto foi elaborado a partir de uma iniciativa do Movimento de Utentes de Serviços Públicos da Península de Setúbal, a que se juntaram Comissões de Utentes da Saúde, autarquias, sindicatos e outras associações da região de Setúbal.

A demora no atendimento nos serviços de urgência do Hospital Garcia de Orta, o maior hospital da margem sul do Tejo, a falta de médicos e de enfermeiros naquele hospital e em diversas unidades de saúde da região têm originado várias ações de protesto dos utentes contra a alegada degradação dos cuidados de saúde na Península de Setúbal.