Milhares de pessoas de todo o país participam hoje em Lisboa numa manifestação promovida pela CGTP em defesa da valorização do trabalho e dos trabalhadores.

Uma faixa vermelha com a inscrição "valorizar o trabalho e as pessoas" abriu a manifestação, que começou às 15:30, no Marquês de Pombal, e termina na praça dos Restauradores.

As bandeiras vermelhas da CGTP e de sindicatos de vários setores de atividade afetos à central sindical dão cor ao desfile, que conta também com a participação de outras estruturas, como os trabalhadores da empresa Soares da Costa, o Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) e a Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações das Forças e Serviços de Segurança.

Alguns dos milhares de manifestantes empunham cartazes exigindo as suas principais reivindicações: "Salário mínimo de 600 euros em janeiro de 2018", "Fartos de serem maltratados, trabalhadores exigem salários justos", "posto de trabalho permanente = vínculo de trabalho efetivo".

Ao som de tambores, os manifestantes percorrem a avenida da Liberdade, gritando palavras de ordem como "a luta continua nas empresas e na rua", "é mesmo necessário o aumento do salário", "igualdade salarial é urgente em Portugal", "emprego estável sim, precariedade não".

A central sindical marcou o protesto porque, embora reconheça que os trabalhadores já recuperaram parte dos rendimentos e direitos perdidos nos últimos anos, defende a necessidade de mais medidas que assegurem a melhoria das condições de vida e de trabalho dos portugueses.

O aumento geral dos salários, a fixação do Salário Mínimo Nacional em 600 euros em janeiro de 2018, o combate à precariedade, a revogação das normas gravosas da legislação laboral e a implementação de uma política que assegure a estabilidade no emprego e respeite os direitos dos trabalhadores de todos os setores de atividade, são as principais reivindicações da Intersindical.

No manifesto elaborado para o protesto de hoje, a CGTP reivindica também o combate às desigualdades sociais e à pobreza, a criação de emprego estável e com direitos e a regulação e redução dos horários de trabalho.

No final do protesto os manifestantes deverão aprovar uma resolução a defender aumentos salariais de pelo menos 4%, a reposição do direito de contratação coletiva, 25 dias de férias, o aumento das pensões e a despenalização das reformas com 40 anos de descontos para a segurança social.