O secretário-geral da CGTP considera que os problemas colocados à manifestação na ponte 25 de Abril são políticos e não técnicos e afirmou que o Governo é que precisa de «bom senso» para lidar com a questão.

Confrontado com as declarações do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, de que os dois pareceres contrários à realização da manifestação «não podem ser ignorados», porque alertam para «situações que podem constituir problemas sérios de segurança», Arménio Carlos disse que é a «confirmação que não há problemas técnicos», mas «políticos».

Miguel Macedo apelou ainda ao bom senso e pediu «responsabilidade e sensatez» face aos pareceres do Sistema de Segurança Interna e da PSP.

«A CGTP já demonstrou que as questões técnicas podem ser perfeitamente ultrapassadas», disse o sindicalista, lembrando que as meias maratonas se realizam na ponte com o comboio a circular na plataforma inferior e que a central sindical tem soluções para os restantes problemas levantados.

«Disponibilizamo-nos a abrir corredores laterais para passarem ambulâncias e carros de segurança e dirigentes da CGTP vão impedir a passagem de pessoas do tabuleiro superior para o inferior», assegurou.

Arménio Carlos defendeu ainda que, neste momento, não há «nada melhor do que o ministro responder à proposta que a CGTP fez para uma reunião urgente com o ministro, os presidentes da câmara de Lisboa e Almada e um representante do conselho de segurança da ponte para debaterem a situação».

«As soluções existem. Não há razão nenhuma para que o Governo fuja», frisou o dirigente sindical, acrescentando que o «Governo tem é medo» de enfrentar «grandes manifestações».

O secretário-geral da CGTP acusou ainda o Governo de ter falta de bom senso na resolução desta questão e de estar a recorrer a pretextos para negar um direito dos cidadãos.