As pescas portuguesas diminuíram 1,2% em 2013, com destaque para a sardinha, enquanto o peixe transacionado em lota caiu 4,4% face ao ano anterior, atingindo 144.654 toneladas, o volume mais baixo em sete anos.

As estatísticas hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que as capturas da frota nacional ficaram-se pelas 195.065 toneladas, apesar do aumento das capturas em pesqueiros externos.

A acompanhar esta redução, verificou-se também uma descida nas embarcações licenciadas (menos 93 em 2013) e a entrada de outros 56 barcos, ficando a frota portuguesa com 4.527 embarcações, o valor mais baixo desde 2006.

Em contraste, o número de pescadores matriculados cresceu para 16.797, mais 238 do que em 2012, devido ao aumento de inscritos nos segmentos da pesca polivalente e do arrasto.

O peixe fresco e refrigerado vendido nas lotas nacionais rendeu 253,1 milhões de euros (281,3 milhões de euros em 2012).

O INE explica o decréscimo em volume com a redução da pesca da sardinha no Continente (devido às restrições adotadas para assegurar a sustentabilidade do recurso) e de atuns na Madeira, enquanto a redução em valor ficou a dever-se à menor valorização de espécies como o carapau, a cavala ou o polvo.

As restrições à pesca de sardinha refletiram-se também numa quebra de 57,8% a nível dos montantes pagos às organizações de produtores, face a 2012.