O ministro da Administração Interna destacou hoje o papel da PSP na manutenção de Portugal como «destino seguro», nos últimos anos, alertando que a situação se complicaria muito se, ao problema orçamental, se juntasse um problema de segurança.

«Sempre disse que a matéria da segurança era uma prioridade do ponto de vista público e que, não estando de fora das dificuldades que o país teve de atravessar neste período, nunca seria consentido que fosse posta em causa a capacidade das forças e dos serviços de segurança, para garantirem a segurança de pessoas, de bens e do país», afirmou o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, durante a cerimónia comemorativa do 147.º aniversário da PSP/Porto.

«Se adicionássemos um problema de segurança a um problema financeiro e orçamental, complicaríamos muito mais as dificuldades do país e era, por isso, absolutamente estratégico manter Portugal como um país e um destino seguro», acrescentou o ministro, sustentando que «essa era uma condição importante para que, o mais rapidamente possível, se recomeçasse o caminho do crescimento económico, do investimento e da recuperação dos empregos».

Considerando que, ao longo dos últimos três anos, «esse objetivo foi cumprido», o ministro apontou os dados do último Relatório Anual de Segurança Interna, relativo a 2013, que «sublinham bem que a trajetória descendente do ponto de vista da taxa de criminalidade em Portugal, que começou em 2008, não foi interrompida, pelo contrário, neste período mais difícil do ponto de vista financeiro, orçamental e social».

Segundo Miguel Macedo, na Área Metropolitana do Porto (AMP), esta aposta na segurança «ganhou uma dimensão muito significativa», na medida em que a região tem vindo a registar «um fortíssimo incremento da atividade turística, tendo-se tornado percetível, para quem a visita, um ambiente de segurança».

No seu discurso, o ministro destacou ainda o «empenho» do Comando Metropolitano do Porto «no processo muitas vezes adiado» de reorganização do dispositivo da PSP.

«Tal como na Área Metropolitana de Lisboa, não fizemos este processo com arrogância técnica, mas com uma cultura de interação com os agentes da região da AMP e com as autarquias locais, o que viabilizou que, de uma forma concertada, se procedesse a um ajustamento que era importante e inadiável do dispositivo do Porto», considerou.

Assegurando que «não houve nenhuma consideração do ponto de vista orçamental na reorganização deste dispositivo», Miguel Macedo garantiu que o objetivo foi «servir melhor o território», que está sob a responsabilidade do Comando Metropolitano do Porto da PSP.

É que, disse, embora não ultrapasse os 10% do total nacional, o território abrangido por aquele comando cobre mais de 50% da população do país.

Para o governante, «esta reorganização sempre adiada dos dispositivos, em Lisboa e Porto, é um elemento de grande relevância para a capacidade operacional da PSP», tendo sido feita «com o objetivo de concentrar os elementos policiais na atividade policial, o que é essencial para racionalizar o dispositivo da PSP».

Entre as «tarefas na agenda» do ministério, relativamente à atividade da PSP, Miguel Macedo disse estar, até ao final do ano, a aquisição de mais veículos que permitirão um «forte incremento da capacidade operacional» daquela força policial e a inauguração de instalações policiais, «que são importantes para o dispositivo da AMP».