O Plano Municipal de Emergência no Funchal vai continuar ativo por causa dos incêndios, numa decisão tomada por unanimidade pela Comissão Municipal de Proteção Civil, informou o presidente da câmara. A preocupar as autoridades está o agravamento do vento esperado, bem como a subida das temperaturas. 

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“Tivemos ainda há pouco uma reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil e houve a decisão de manter o Plano Municipal de Emergência ativo”, disse Paulo Cafôfo aos jornalistas, depois de se reunir com a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, no quartel dos Bombeiros Municipais do Funchal.

“Tecnicamente os incêndios estão extintos” no concelho, mas as autoridades do concelho estão preocupadas com as previsões, que indicam haver um agravamento das condições atmosféricas (aumento do vento e subida das temperaturas) e estão monitorizar as zonas afetadas.

“Estamos preocupados com a situação de modo a que não tenhamos aqui outro episódio. Daí esta decisão, por unanimidade, da Comissão Municipal de Proteção Civil de manter ativo o Plano de Emergência Social até a situação estar segura. A estratégia é manter diversas equipas no terreno de vigilância e dar apoio a populações”.

Está a ser efetuada a vigilância das áreas ardidas, “porque é normal alguns reacendimentos”, e as equipas estão no terreno para impedir que essa situação aconteça e tome “proporções que ninguém deseja”.

Ao final da tarde, o Serviço de Proteção Civil da Madeira informou que continua ativo um fogo em área rural no concelho da Calheta, na Fonte do Bispo, na zona oeste da ilha. A combater este foco de incêndio estão 54 efetivos e 18 viaturas de sete corporações da região (Calheta, São Vicente e Porto Moniz, Ribeira Brava, Machico, Santana, Machico e Câmara de Lobos).

Estes meios estão a ser apoiados por 102 operacionais da Autoridade Nacional de Proteção Civil e outros 32 dos Açores, com recurso ainda a máquinas de rasto, acrescenta a nota.

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As serras de Santo António, nas zonas altas da cidade, também preocupam. Não foram afetadas, por agoara, com estes incêndios, mas foram devastadas noutros fogos ocorridos em 2010 e 2012.

Ainda segundo o autarca, há equipas em permanência no terreno para monitorizar esta área. “Temos postos de vigilância fixos de modo a que tenhamos perceção de toda a área do Funchal, para que esta prevenção seja eficaz e evite danos maiores”.

Está a ser efetuado um levantamento exaustivo, “sem leviandade”, dos prejuízos provocados pelos incêndios, em coordenação com as juntas de freguesia e equipas municipais, assegurou.

Há o compromisso de entregar ao Governo Regional esse relatório na próxima semana. “Eu diria que este relatório estará pronto já na terça-feira, concluído ou finalizado com os dados totais”,.