Notícia atualizada às 23:19

Uma explosão de grandes dimensões num antigo lar de idosos na Estrada de Chelas, em Lisboa, provocou um ferido grave, esta tarde, confirmou ao TVI24.pt fonte da PSP, e deixou 21 desalojados.

A mesma fonte afirma que a causa da explosão poderá ter sido uma fuga de gás, dadas as grandes dimensões do rebentamento.

Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) indicou que o ferido é uma mulher com 90 anos e que sofreu queimaduras em 68% do corpo, tendo sido levada para o Hospital de São José.

Segundo o porta-voz do Exército, Jorge Pedro, o incidente ocorreu no edifício contíguo ao Arquivo Geral do Museu Militar, resumindo-se os estragos nas instalações militares a vidros partidos.

O comandante dos bombeiros sapadores de Lisboa, Mário Ribeiro afirmou que os destroços atingiram edifícios próximos e algumas viaturas e que o incêndio foi extinto por volta das 18:30.

As autoridades continuam a «proceder à remoção de destroços» na Estrada de Chelas, na sequência da explosão que provocou danos «significativos», adiantou à Lusa fonte policial.

De acordo com o oficial de serviço do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, «ainda vai demorar mais um bocadinho» até que se possa abrir a Estrada de Chelas, cortada no dois sentidos desde o meio da tarde de hoje, quando ocorreu a explosão no último andar de um edifício, que provocou danos noutros imóveis e em viaturas estacionadas na zona.

Segundo contou fonte da Proteção Civil, dezassete adultos e quatro crianças ficaram desalojados na sequência da explosão, seis famílias que habitavam em edifícios localizados próximos.

A vítima seria a única moradora do prédio, que, depois de uma primeira avaliação, ficou «sem condições de habitabilidade», segundo a mesma fonte.

Mário Ribeiro adiantou aos jornalistas que a autarquia está em conversações com as famílias desalojadas, para tentar encontrar respostas para cada caso.

Para o local foram mobilizados seis veículos dos Bombeiros do Beato, quatro veículos dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, um autotanque dos Bombeiros Voluntários Lisboa e duas viaturas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

O edifício tem quatro andares, incluindo rés-do-chão, e tinha ainda águas-furtadas, que ficaram destruídas.

O presidente da Junta de Freguesia de Marvila, Belarmino Silva, que esteve no local, contou que a explosão se ouviu em toda a freguesia.