A Câmara de Lisboa aprovou esta quarta-feira uma transferência de verba para a empresa que gere os bairros municipais para a demolição de oito lotes no bairro do Condado, o que permitirá eliminar o chamado«corredor da morte», noticia a Lusa.

A proposta dos vereadores da Habitação, Ana Sara Brito (PS), e do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), de transferência de três milhões de euros para a empresa que gere os bairros municipais, Gebalis, foi aprovada por unanimidade na reunião do executivo municipal.

A vereadora da Habitação congratulou-se com a aprovação da proposta que irá permitir concretizar uma reivindicação dos moradores e um «compromisso do executivo».

Ana Sara Brito explicou que as demolições irão terminar com uma espécie de rectângulo formado pelos prédios, com corredores estreitos e escuros, onde já foram mortos jovens em alegados ajustes de contas entre gangs rivais.

Dejectos, seringas e um cheiro nauseabundo

O chamado «corredor da morte» do bairro do Condado, antiga Zona J de Chelas, é um «factor de insegurança e de insalubridade» daquela zona, sublinhou a autarca.

«É um sítio cheio de dejectos, seringas, com um cheiro a urina nauseabundo, sem iluminação», descreveu , na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo.

Com as demolições, irá nascer um espaço ajardinado, com bancos e outro mobiliário urbano, e será igualmente realizado um «projecto de inserção» para os jovens do bairro, anunciou Ana Sara Brito.

Esse projecto incidirá na prevenção da toxicodependência e deverá ser concretizado numa parceria entre a autarquia, a Santa Casa da Misericórdia e instituições da freguesia.