O Ministério da Saúde quer que o contrato do administrador da Linha Saúde 24 seja cumprido, que a linha esteja a funcionar e que, em termos legais, o operador respeite a legislação portuguesa, afirmou esta sexta-feira o ministro Paulo Macedo.

Questionado pelos jornalistas, à margem de uma conferência dedicada ao álcool, sobre a posição do Ministério da Saúde quanto à situação que envolve os trabalhadores da linha Saúde 24 e a empresa que gere esta linha, o governante disse ainda que o que pretende «é que as pessoas que ligam para a linha tenham uma resposta».

Como fatores positivos, o ministro vê a instalação do módulo de gripe e, no futuro, uma parte ligada ao idoso.

«Obviamente, [o Ministério] está preocupado com a turbulência da linha e a possibilidade de resposta, mas apesar de tudo, de acordo com dados que temos, tem havido uma resposta e a linha tem andado pelas duas mil a três mil chamadas por dia, exceto em alguns picos», acrescentou.

Enfermeiros que prestam trabalho na Linha Saúde 24 têm estado em rota de colisão com a empresa que gere o serviço, com protestos e manifestações contra despedimentos e cortes salariais.

No fim de semana de 25 e 26 de janeiro os enfermeiros da linha fizeram uma greve, à qual dizem ter aderido mais de 50% dos trabalhadores.

Já no dia 04 de janeiro os funcionários tinham parado durante 24 horas, em protesto contra os despedimentos em curso, que consideram ser uma «retaliação clara por parte da empresa por estes trabalhadores não terem aceitado a redução salarial e exigirem um contrato de trabalho em vez do ilegal falso recibo verde».

O administrador da empresa que gere a linha justifica a redução dos pagamentos com a diminuição do montante que o Estado paga à empresa, que este ano será «70% mais baixo do que o valor inicialmente contratado».