Notícia atualizada às 16:29

Mais de uma centena de trabalhadores do serviço de limpeza urbana de Lisboa estão a trabalhar desde o início de junho sem receber, informou à Lusa Vitor Reis, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

Os trabalhadores foram contratados pela Câmara de Lisboa a recibos verdes (prestação de serviços) como resposta às greves, que ameaçavam criar um cenário de caos na cidade durante a semana dos Santos Populares, em junho.

As paralisações foram desconvocadas após negociações com a autarquia e depois de António Costa se ter comprometido a abrir um concurso para a contratação de 150 novos trabalhadores, explicou Vitor Reis.

Até à abertura do concurso, a solução encontrada pelo município foi a contratação, em regime de prestação de serviços, de 115 trabalhadores que passaram a reforçar a limpeza e a recolha do lixo da capital.

Contudo, o STML teve conhecimento, na semana passada, que estes trabalhadores permaneciam sem receber desde que iniciaram funções, a sua maioria a 10 de junho. O sindicato pediu de imediato uma reunião com António Costa para discutir o assunto.

As explicações que foram dadas ao sindicato para justificar o não pagamento prendem-se com «falta de procedimentos», mas as garantias que receberam foi de que a situação estaria resolvida na próxima semana.

«A partir de segunda-feira, estes trabalhadores vão começar a ser chamados para a regularização da sua situação», afirmou Vítor Reis.

O concurso que vai abrir 150 vagas para a limpeza urbana de Lisboa já foi aprovado em Assembleia Municipal e o sindicato espera que seja aberto em agosto/setembro.

Entretanto, a Câmara de Lisboa já reagiu, assegurando que todos os trabalhadores contratados em junho, em regime de prestação de serviços, vão ser pagos até ao final do mês.

«Comprometemo-nos que todos os trabalhadores vão receber até ao final do mês», garantiu o vereador da Higiene Urbana, Duarte Cordeiro, em declarações à agência Lusa.

De acordo com o vereador, tratou-se de uma «situação temporária» que se deveu à entrada de um número «muito significativo» de trabalhadores.

«Os procedimentos inerentes à contratação de trabalhadores por prestação de serviços exigem alguma burocracia, que por vezes fazem com que haja uma demora no procedimento do pagamento», justificou Duarte Cordeiro, acrescentando que os trabalhadores vão receber todo o vencimento correspondente ao trabalho realizado desde o início das funções.

Quanto ao concurso para a contratação de novos funcionários, Duarte Coelho espera que o mesmo seja aberto até ao final do ano.