A ministra da Justiça defende a legalização da venda de drogas leves, com controlo e enquadramento legal, de modo a trazer para a economia real esse negócio da economia paralela. Em entrevista à TSF, Paula Teixeira da cruz diz que ao permitir-se a comercialização de drogas leves está a evitar-se a criminalidade organizada e o branqueamento de capitais ligados ao tráfico

«Se estiver disponível nas farmácias, há ganhos para os cidadãos», afirma.


A ministra da justiça, que sempre defendeu a despenalização do consumo, argumenta agora que uma legislação semelhante à que tem vindo a ser adotada nos EUA poderia ter resultados positivos em Portugal.

Paula Teixeira da Cruz lembra que os negócios de droga «são profundamente rentáveis», e que se houver uma despenalização da venda, se a droga estiver disponível para venda nas farmácias, «haverá ganhos para os cidadãos», com uma diminuição da criminalidade organizada, da atividade de gangues violentos, e do branqueamento de capitais.

Dando como exemplo os tempos da lei seca, em vigor nos anos 20 e 30 do século XX nos Estados Unidos, Paula Teixeira da Cruz afirma que «está demonstrado que a repressão e a proibição levam a que se pratiquem, não só esses crimes [tráfico, venda, e branqueamento de capitais], mas crimes associados». A ministra acrescenta, que «nesse contexto, é óbvio que há vantagens em fazer essa liberalização, ou despenalização».