O Tribunal de São João Novo, no Porto, ouviu hoje um dos 48 indivíduos acusados de angariar pessoas para realizarem trabalho escravo em quintas espanholas, sujeitando-as a diversas violências.

O julgamento começou depois das 11:00 com a identificação dos 32 arguidos presentes e prosseguiu à tarde com o primeiro depoimento de um arguido, que negou todas as acusação contra si, que incluem, nomeadamente, ameaças, agressões e apropriação de documentos alheios.

A acusação diz que os arguidos recrutaram, na maior parte dos casos em Trás-os-Montes, mão-de-obra para a vindima, apanha da fruta, poda e outros trabalhos agrícolas em Espanha, em Saragoça e na região autónoma de La Rioja.

Os angariadores, quase todos dos concelhos de Moncorvo e Alfândega da Fé, prometiam-lhes salários atraentes, alojamento e alimentação, mas o que tinham à sua espera, de acordo com a acusação, foi outra coisa: trabalho escravo e violência sexual e física.

O julgamento prossegue dias 17 e 19, de manhã.