Nuno Silva, um dos trabalhadores envolvidos no processo, explicou que foram despedidos da Siderurgia Nacional Serviços 200 trabalhadores, que assinaram, em 2001, a rescisão dos seus contratos, no quadro do encerramento da atividade siderúrgica da empresa pública, com a promessa de que entre seis meses a um ano depois frequentariam cursos de formação profissional e seriam integrados em novas empresas.

Como tal não aconteceu, mais de 100 daqueles trabalhadores avançaram com um processo em tribunal há cerca de 13 anos, e o julgamento começou hoje, depois de já ter sido adiado por duas vezes no Tribunal de Almada.

"Depois de 13 anos começou o julgamento. Os trabalhadores querem que se cumpra a promessa de serem integrados em novos postos de trabalho, algo que nunca aconteceu", disse à Lusa Nuno Silva, que é um dos autores do processo.

Nuno Silva referiu que os trabalhadores receberam uma indemnização, mas que não foram integrados em nenhuma empresa. E explicou que algumas dezenas de autores que avançaram com o processo, acabaram já por desistir da ação.

esta segunda-feira, cerca de meia centena de pessoas marcou presença no Tribunal de Trabalho do Barreiro para a primeira sessão do julgamento, onde foram ouvidas testemunhas dos autores durante cerca de três horas.

As sessões vão continuar nos dias 29 de setembro e 28 de outubro, datas em que serão ouvidas as restantes testemunhas dos autores e dos réus.