Os três alegados autores do assalto e incêndio que destruiu as instalações da loja de móveis Conforama, na madrugada de 12 de fevereiro de 2014, em Vila Nova de Gaia, conhecem a sentença esta sexta-feira.

Os suspeitos, em prisão preventiva, estão acusados, em coautoria, pelos crimes de incêndio, explosões e outras condutas especialmente perigosas, um crime de furto qualificado na forma tentada e um crime de furto.

Segundo a acusação, durante o assalto às instalações da Conforama, os arguidos decidiram atear fogo às mesmas, «provavelmente» porque um deles se cortou e sangrou «e essa tenha sido a forma encontrada de impedir a identificação dos vestígios hemáticos».

Com isqueiros, terão alegadamente ateado fogo aos sofás e colchões que se encontravam nas instalações, propagando-se as chamas a outros objetos e evoluindo pelo interior das instalações.

O fogo destruiu todo o edifício comercial, que se encontrava implantado numa área de 12.057 metros quadrados, dividida por três pisos, e consumiu todas as mercadorias e equipamentos.

Ainda de acordo com a acusação, as chamas colocaram também em perigo as habitações existentes nas traseiras das instalações comerciais da Conforama, obrigando mesmo à evacuação de três casas.

O valor dos prejuízos reportado ao valor dos bens que se encontravam para venda nas instalações foi de 1,5 milhões de euros.

A reconstrução da loja Conforama, em Gaia, que reabriu no passado mês de novembro, custou nove milhões de euros.

Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) pediu a condenação de dois dos três arguidos por «mão criminosa».