A sentença dos dois jovens arguidos por causa dos incidentes no Parque das Nações, junto ao Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, conheceram, esta terça-feira, a sentença, proferida pelo Tribunal de Pequena Criminalidade de Lisboa.

Os dois arguidos, de 20 e 23 anos, foram condenados, respetivamente a um ano e um mês de pena suspensa e a 90 horas de trabalho comunitário, e a dois anos e quatro meses pena suspensa e a 120 horas de trabalho comunitário.

Segundo a advogada de defesa, Ana Chéu, em declarações à Lusa, o tribunal teve em consideração o facto de os jovens não terem antecedentes criminais e de ser a primeira vez que estão envolvidos num processo judicial.

«Estão também inseridos na comunidade», acrescentou a advogada, adiantando que um deles, de 23 anos, trabalha e está «à espera de um filho».

Por tudo isso, considera que a pena de dois anos e quatro meses que lhe foi aplicada - por resistência e coação a funcionário - «é muito pesada».»

No seu entender, uma pena de multa seria suficiente para que «fosse feita justiça» neste processo.

«Há ainda dúvidas [por parte da defesa] em relação ao que ficou provado», afirmou, acrescentando que no caso do arguido mais novo, de 19 anos, o tribunal não deu como provado o crime de resistência e ofensas à autoridade.

Houve, antes, uma alteração da qualificação jurídica e o jovem foi condenado por tentativa de ofensa à integridade física. O Ministério Público tinha pedido pena efetiva para este arguido.

Estes dois jovens e outras duas arguidas, com idades entre os 16 e os 23 anos, foram detidos na quarta-feira durante a desordem que provocou ferimentos ligeiros em cinco polícias, tendo um menor de 15 anos ficado com uma perfuração na zona lombar, após ter sido agredido com uma chave de fendas.

As duas jovens estão indiciadas por posse de arma branca utilizada durante o roubo de um telemóvel e uns óculos a uma menor. Depois de presentes a primeiro interrogatório judicial, ficaram sujeitas a apresentações uma vez por semana às autoridades, seguindo a investigação em processo comum.

Os dois arguidos, de 20 e 23 anos, começaram a ser julgados na passada segunda-feira pelo crime de resistência a agentes de autoridade e coação a funcionário.