José Sócrates preparava-se para prosseguir os seus estudos em Nova Iorque, Estados Unidos, antes de ser detido no aeroporto de Lisboa, em novembro passado, quando regressava de Paris, escreve o jornal i, nesta quinta-feira.
 
Depois de dois anos a fazer um mestrado em Filosofia Política na capital francesa, o ex-primeiro-ministro queria fazer um doutoramento na prestigiada Universidade de Columbia, que deveria ter começado na primeira quinzena de setembro.
 
Segundo fontes ligadas à "Operação Marquês", citadas pelo jornal, o ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, que é professor naquela universidade, intercedeu por José Sócrates junto da instituição para que fosse admitido como “visiting scholar”.
 
Também segundo a investigação, foi Manuel Pinho quem fez as contas dos gastos que o antigo governante iria ter em Nova Iorque: cerca de 20 mil euros por mês deveriam ser suficientes, contando já com a renda de um quarto. E Sócrates estaria pronto para investir mais 120 mil euros na sua educação, só no primeiro ano.
 
Além do doutoramento, cujo tema ainda não estaria definido, José Sócrates queria organizar palestras e levar à Universidade de Columbia nomes como Lula da Silva ou Nicolas Sarkozy.
 
A possibilidade de prolongar a estada sem data limite estaria a causar apreensão aos investigadores da "Operação Marquês", que, de acordo com o jornal i, entendia que a deslocação de Sócrates para os Estados Unidos poderia pôr em causa o andamento do processo.