Por: Cláudia Rosenbusch | 10- 10- 2011 20: 44
O Ministério Público arquivou o inquérito-crime em que se investigavam financiamentos ilegais ao Partido Socialista no
caso do apoio de Luís Figo à campanha de José Sócrates para as Legislativas de 2009.
Numa escuta telefónica interceptada
no processo Face Oculta o socialista Paulo Penedos relatava que Figo recebera 750 mil euros do Taguspark para na verdade intervir
na campanha eleitoral de 2009 ao lado do então primeiro-ministro. Na prática, a empresa Taguspark estaria a financiar a campanha
socialista.
No despacho de arquivamento a que a TVI teve acesso, o procurador diz que o crime de financiamento
proibido tem uma pena máxima de três anos de prisão pelo que não admite escutas telefónicas como meio de prova.
Recorde-se
que as mesmas escutas serviram para noutro processo acusar três ex-responsáveis do Taguspark, Rui Pedro Soares, João Carlos
Silva e Américo Thomati por um crime de corrupção.
Em causa o contrato publicitário que o Taguspark assinou com
Luís Figo e que segundo o Ministério Público serviu para pagar o apoio do ex-internacional português ao candidato José Sócrates.
Este caso começa a ser julgado em Janeiro.
Destino diferente teve agora a queixa da Entidade das
Contas e Financiamentos
Políticos. As escutas telefónicas não podem ser admitidas quanto ao crime de financiamento proibido pelo que o processo foi
arquivado.
Programação - Semana de 26 de Maio a 1 de Junho
O Jardim das NotíciasAs crónicas diárias de Victor Moura-Pinto
CineboxOs filmes e as entrevistas exclusivas.
Portugal PortuguêsA voz aos autarcas e munícipes.