Os portugueses são os europeus que mais dinheiro gastam nas apostas do Euromilhões. As vendas de boletins em 10 anos geraram um valor superior ao défice das contas públicas deste ano. O distrito do Porto recebeu o maior número de primeiros prémios, seguido de Lisboa e Braga.

O primeiro sorteio do Euromilhões remonta a 8 de outubro de 2004. O jogo comemorou na terça-feira o 10º aniversário com um Jackpot Extra de 100 milhões de euros. Nenhum apostador acertou na chave vencedora e, por isso, na próxima sexta-feira o jackpot será de 128 milhões.

De acordo com dados facultados pela Santa Casa da Misericórdia ao «Jornal de Notícias», Portugal ocupa a quarta posição do ranking do Euromilhões no que diz respeito às vendas brutas e o primeiro lugar da tabela do valor gasto por pessoa (com uma média de 43,3 euros per capita). Depois surgem os luxemburgueses (35,1 euros) e os suíços (24,2 euros).

Relativamente aos primeiros prémios, os portugueses estão em terceiro lugar, ultrapassados pela França e por Espanha. Para Portugal já vieram 52 primeiros prémios com um valor total 1.117 milhões de euros. O distrito do Porto é o mais sortudo com 14 primeiros prémios. Depois seguem-se Lisboa, com nove, e Braga, com cinco. 
 
Em dez anos, a receita proveniente do Euromilhões é de 9,4 mil milhões de euros, um valor mais elevado do que o défice português. Deste montante, uma parte é distribuída por entidades de apoio social e outra parte é destinada a reforçar o orçamento da Santa Casa da Misericórdia.

Desde 2013, altura em que Vítor Gaspar, então ministro das Finanças, decretou a aplicação do imposto de selo a prémios superiores a cinco mil euros, os cofres do Estado já arrecadaram 43,6 milhões de euros, o que dá uma média de 2,4 milhões por mês.