Por: tvi24 / PP | 21- 12- 2009 18: 46
Isabel Alçada, ministra da Educação defendeu esta segunda-feira, no Parlamento, que as quotas na avaliação dos professores
estimulam o docente «a ir mais longe» e permitem uma articulação com a carreira, escreve a Lusa.
Durante a sua primeira
audição na Comissão de Educação, a ministra referiu que o sistema a que estão sujeitos os professores vigora na restante administração
pública e não é defensável, no actual momento de crise, uma profissão ter uma situação de benefício face às outras.
A
ministra rejeitou, perante as críticas dos deputados da oposição, que o Governo esteja a fazer uma política de redução dos
custos salariais com os professores e afirmou que os docentes que não conseguirem atingir um patamar superior podem voltar
a concorrer no ano seguinte.
«O nosso projecto assenta numa carreira única com 10 escalões em que há valorização
do mérito», defendeu.
A ministra justificou que há informação científica sobre a avaliação e que a quota «a priori»
permite fazer uma diferenciação e estimular o profissional a progredir.
A ideia foi contrariada pela oposição, com
o Bloco de Esquerda a argumentar que, aplicado ao Governo, este sistema apenas permitiria que 25 por cento dos ministros pudessem
ser considerados «muito bons ou excelentes».
A ministra indicou que ainda não estão definidas as quotas e vagas,
em negociação com os sindicatos, o mesmo se passando com a prova de ingresso na profissão.
Isabel Alçada frisou que
houve "uma aproximação significativa" às propostas apresentadas pelos representantes dos professores e que as negociações
não estão fechadas.
Em resposta aos diversos grupos parlamentares, a ministra disse ainda que está a ser analisada
uma revisão do currículo no ensino básico, antecipando que poderá reflectir-se já no próximo ano no terceiro ciclo.
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