O mês de janeiro foi um mês muito frio e seco e com um valor extremo de pressão atmosférica nunca registado em Portugal, revelou o Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) no seu boletim climatológico.

De acordo com o relatório mensal do IPMA, o mês passado «caracterizou-se como um mês muito frio e seco», com um valor médio da temperatura média do ar de 8.24°C, «inferior ao valor normal em -0.57°C».

O IPMA destaca que os valores da temperatura média inferiores aos verificados em janeiro «apenas ocorreram em 30% dos anos».

O valor médio mensal da temperatura mínima do ar (2.87°C) foi muito inferior ao valor normal (-1.67°C) e representa o segundo valor mais baixo desde 2000 e o 11º mais baixo desde 1931.

Quanto ao valor médio da temperatura máxima do ar (13.62°C) «foi superior ao valor normal com um desvio de +0.53°C», refere o IPMA, destacando que valores superiores apenas ocorreram em cerca de 20% dos anos.

O dia 07 de janeiro foi particularmente frio, com valores muito baixos da temperatura do ar, em especial da temperatura máxima, devido à ocorrência de nevoeiro, sobretudo no Nordeste transmontano, Beira Alta, Vale do Tejo e Alentejo.

Em Lisboa, na estação da avenida Gago Coutinho, o valor da temperatura máxima registado neste dia (5.0°C) foi «o valor mais baixo observado desde que há registos nesta estação, com início em 1982».

Em contrapartida, os valores médios da quantidade de precipitação (83.0 mm) foram, em janeiro, inferiores ao valor médio (117.3 mm).

No início do mês passado destacaram-se os valores elevados de pressão atmosférica ao nível médio do mar, devido ao posicionamento do núcleo principal do anticiclone no norte da Península Ibérica.

O valor mais elevado de pressão atmosférica foi registado no dia 09, às 10:00, com o máximo (1050.3 hPa) a ocorrer em Bragança e em Chaves.

«Este valor de pressão constitui um extremo absoluto em Portugal continental, valor nunca registado nas estações da rede meteorológica do IPMA», realça o instituto.