O ministro da Saúde afirmou, esta sexta-feira, em Coimbra que o SNS «é quem recruta mais pessoas» em Portugal.

«Este mês recrutámos 2.000 médicos», dos quais mais de 250 para trabalharem no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, destacou Paulo Macedo.

O governante falava aos órgãos de comunicação no final de uma visita ao Serviço de Urgência do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), acompanhado pelos presidentes do conselho de administração da instituição e da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, José Martins Nunes e José Tereso, respetivamente.

Na ocasião, Paulo Macedo defendeu a necessidade de verificar se os utentes dos lares «estão a ter toda a assistência clínica» prevista na lei.

«Estamos a receber no Serviço Nacional de Saúde (SNS) muitas pessoas de lares», adiantou, indicando que, «nas urgências, o que se nota é um perfil de pessoas mais idosas».

Assim, na opinião do ministro da Saúde, importa «verificar se as pessoas nos lares estão a ter toda a assistência clínica, quer ao nível de enfermagem, quer em termos médicos», prevista na lei.

«Se essas pessoas tiverem um acompanhamento regular nos lares de idosos, estarão mais controladas e só virão ao hospital em caso de efetiva necessidade», sublinhou.

Mas, segundo o ministro, existe «um segundo aspeto que traz mais pessoas às urgências: temos mais pessoas com infeções multirresistentes».

Trata-se de idosos, sobretudo com doenças respiratórias, que «muitas vezes chegam com queixas difusas o obriga a toda uma bateria de exames».

Na urgência do CHUC, hoje, Paulo Macedo encontrou especialmente «doentes graves», na sequência de acidentes rodoviários, além de «uma grande afluência na área dos cuidados respiratórios», situações que «ocupam várias horas das urgências».

Nesta época, «todos os anos» se verifica um aumento da afluência às urgências hospitalares, disse, aconselhando as pessoas a ligarem para a linha Saúde 24 «antes de se dirigirem às urgências».

Ainda hoje, em Lisboa, o ministro da Saúde vai reunir-se com as ARS do país, para analisarem «as medidas que devem ser tomadas» para enfrentar este acréscimo de procura das urgências em janeiro e fevereiro.