O número de reclusos nas cadeias portuguesas ultrapassou os 14.100, no final de 2013, valor mais elevado desde 1999, segundo dados provisórios da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

Dados da DGRSP indicam que 14.133 reclusos estavam detidos nas prisões portugueses a 31 de dezembro de 2013, sendo a taxa de sobrelotação de cerca de 16 por cento, ou seja, ultrapassando em 1.966 lugares a lotação máxima.

As estatísticas disponíveis na página da Internet da Direção-Geral dos Serviços Prisionais, atual DGRSP, mostram que o ano de 2013 terminou com o valor mais elevado de presos desde 1999, data da existência de estatísticas.

Nos últimos 15 anos, foi no período de 2002 e 2003 que se tinha atingido o número mais alto de reclusos, com um máximo de 13.918, enquanto a maior queda se verificou em 2008, que terminou com uma população prisional de 10.807.

Em comparação com 31 de dezembro de 2012, a população prisional aumentou 3,8 por cento no ano passado, tendo dado entrada nas cadeias portuguesas mais 519 reclusos, passando dos 13.614 para 14.133 presos.

As estatísticas provisórias da DGRSP indicam também que 18,4 por cento dos detidos, no final de 2013, estavam em prisão preventiva e 18,5 eram estrangeiros.

Dos 14.133 reclusos, 843 eram mulheres e 13.348 eram homens, num registo da Lusa.