O presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP) disse esta terça-feira que o Governo pretende passar os atuais 20 suplementos da PSP «para três ou quatro» e adiantou ter recebido garantias de que esta diminuição não implicará perda de salário.

«Foi-nos informado pelo ministro que ao serem fundidos alguns suplementos ninguém ficaria prejudicado com esta transformação», disse António Ramos, que falava aos jornalistas no final de uma reunião com o ministro da Administração Interna (MAI), Miguel Macedo.

O presidente do SPP/PSP adiantou que a ideia do ministro é manter três ou quatro dos atuais 20 suplementos da PSP, mas que essa alteração não significará uma redução na remuneração dos polícias.

«Foi-nos garantido e haverá até uma cláusula no sentido de que ninguém será penalizado ou prejudicado», sublinhou António Ramos.

O presidente do SPP/PSP adiantou que este encontro com o ministro se tratou de uma primeira reunião exploratória e informal e que até 15 de agosto o sindicato irá analisar e apresentar algumas propostas sobre os vários suplementos.

António Ramos disse que só depois das reuniões entre o ministro e todos os sindicatos e da apresentação das propostas será marcada uma nova ronda de encontros, em que esperam que o ministro apresente já os anteprojetos sobre o estatuto profissional, onde se incluem a questão dos suplementos.

Segundo António Ramos, não está ainda definido quais são os suplementos que se irão manter, mas o sindicato estima que permaneçam os suplementos de turno, unidade especial e segurança pessoal.

No final do encontro, o sindicalista mostrou-se satisfeito com a fusão dos suplementos.

«Ainda bem que vai acontecer porque nós precisamos do vencimento e não dos suplementos», disse.

O ministro da Administração Interna iniciou uma ronda de reuniões com os sindicados da polícia para discutir as alterações ao estatuto profissional da PSP, no qual se incluem os suplementos remuneratórios.

Além do Sindicato dos Profissionais de Polícia, Miguel Macedo vai reunir-se ainda hoje com a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) com o Sindicato Nacional de Oficiais da Polícia (SNOP) e Sindicato Nacional da Carreira de Chefes (SNCC-PSP).

Os restantes cinco sindicatos vão ser recebidos pelo ministro da Administração Interna entre quarta e sexta-feira.

Em cima da mesa estão as alterações ao estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública, que inclui questões relacionadas com a tabela remuneratória, suplementos remuneratórios, progressão na carreira e avaliação, como reporta a Lusa.