Cerca de uma centena de professores foi impedida de entrar nas galerias da Assembleia da República, pelo que estão concentrados na porta lateral do Parlamento.

Os professores queriam assistir nas galerias à discussão de duas petições para anular a prova de conhecimentos exigida a todos os docentes contratados que queiram dar aulas e tenham menos de cinco anos de serviço.

VÍDEO: Professores cantam «Grândola, Vila Morena» em frente ao Parlamento

A professora Sandra Baptista disse à agência Lusa que está na fila para entrar no Parlamento há mais de uma hora e que não compreende porque razão não deixam entrar os docentes. «Isto é a casa da democracia. O bom senso seria deixar-nos entrar. Não somos arruaceiros. Somos professores e sabemos estar», adiantou a professora contratada há 18 anos.

Centenas de professores estão hoje concentrados frente à Assembleia da República para exigirem o fim da prova de conhecimentos que consideram ser «humilhante» para a classe.

Enquanto os professores protestam na rua, os deputados discutem em plenário duas petições destinadas a anular a prova de conhecimentos exigida a todos os docentes contratados que queiram dar aulas e tenham menos de cinco anos de serviço.

João Louceiro, do secretariado nacional da Fenprof, disse à agência Lusa que os deputados «têm nas suas mãos o poder de acabar com esta humilhante e bárbara prova de conhecimentos».

«Esta prova é um ataque ao sistema educativo», adiantou o dirigente da Fenprof, estrutura sindical que entregou uma das petições, com mais de 22 mil assinaturas.

Na concentração em frente à Assembleia da República estão professores de várias regiões do país, muito deles sujeitos à prova e outros já dispensados.

Empunhando vários cartazes, como «Juntos contra a Prova», «Todos os Professores, Todos Iguais», e «Quem não tem os requisitos mínimos são os governantes. Já o provaram, estão chumbados», os professores gritam «Crato Rua, a Escola não é tua», «demissão» e «Mais um empurrão e o Crato vai ao chão».

Alguns professores exibem ainda bandeiras negras e também dos sindicatos a que pertencem. Outros estão vestidos com a capa negra de estudantes que, segundo dizem, representa a habilitação superior que possuem para ensinar.