O Tribunal de Porrinho, na Galiza, decretou esta sexta-feira a prisão preventiva do espanhol que em 7 de novembro passado sequestrou um médico português em Arcos de Valdevez, indicou à agência Lusa fonte ligada ao processo.

O galego, de 45 anos e considerado perigoso, foi ouvido durante todo o dia por um juiz do Tribunal de Porrinho, localidade próxima da fronteira de Valença, estando agora indiciado da autoria de uma dezena de crimes, como roubos violentos e utilização de armas de fogo.

Fica a aguardar o desenvolvimento do processo em prisão preventiva, sem direito a libertação sob fiança, segundo decisão do mesmo tribunal.

A detenção do homem foi concretizada na quinta-feira passada, pelas 13:00 (hora de Lisboa), em Redondela, a cerca de 40 quilómetros da fronteira de Valença.

Circulava a pé, numa estrada daquela zona, quando foi intercetado por uma patrulha da Polícia Nacional de Espanha e entregou-se sem oferecer resistência.

Em Espanha está indiciado por mais de 50 delitos, vários destes de grande violência e envolvendo armas de fogo, tendo escapado da prisão por três vezes em mais de 20 anos de cadastro criminal.

O outro sequestrador, um português de 32 anos, encontra-se já em prisão preventiva em Pontevedra, na Galiza, no mesmo estabelecimento prisional onde ficará agora o cúmplice galego.

Ambos terão estado envolvidos no sequestro do médico de Arcos de Valdevez, de 62 anos, libertado depois na Galiza, após vinte horas de privação da liberdade.

O cúmplice português, natural de Paredes de Coura, foi detido pela Guardia Civil a 13 de novembro passado, em Vigo, na Galiza, ao volante da sua própria viatura, de matrícula nacional.

Antes deste sequestro, um caso típico de 'carjacking' (roubo de viatura através de métodos violentos), mas que se prolongou entre dois dias, o português estava conotado na Galiza, onde morou cerca de oito anos, pelo menos com o assalto à mão armada a dois postos de abastecimento de combustíveis - juntamente com o galego - e ainda pela posse e pequeno tráfico de droga.

Já o suspeito espanhol era procurado desde a noite de 07 de novembro pelas polícias dos dois países.

Naquela região espanhola estava em fuga desde fevereiro, depois de não ter regressado à prisão, onde cumpria pena, durante uma saída precária.