Um médico lusodescendente, de 55 anos de idade, encontra-se hospitalizado na Venezuela, depois de ter sido sequestrado e baleado por vários homens armados, disseram à agência Lusa fontes próximas da família.

Segundo aquelas fontes, o sequestro ocorreu na noite de segunda para terça-feira, quando o otorrinolaringologista e vice-presidente da Associação de Médicos Luso-venezuelanos, Adérito de Sousa Fontes e a mulher, Leonor Colmenares, transitavam pela autoestrada Grande Mariscal de Ayacucho, a leste de Caracas.

Os raptores intercetaram a viatura em circulavam, obrigando-os a ir até casa onde roubaram uma importante quantia de dinheiro em moeda estrangeira e vários relógios de marca.

A mulher foi depois abandonada numa estrada da localidade de Turumo, a leste da capital. Os raptores balearam quatro vezes o luso-descente que depois deixaram na auto-estrada, numa zona perto do local onde a sua viatura tinha sido intercetada.

Com pós-licenciatura na Venezuela e nos Estados Unidos, Adérito de Sousa é filho de emigrantes naturais do Porto. Encontra-se hospitalizado na Clínica La Floresta, em Caracas.

Orgulhoso da sua condição de luso-descendente, Aderito de Sousa foi um dos promotores da criação da Associação de Médicos Luso-Venezuelanos (Asomeluve) e são conhecidos os seus esforços para combater tendências divisórias regionalistas entre a comunidade lusitana da Venezuela, porque, afirma, «todos somos de Portugal, somos portugueses».

Em 2003 foi distinguido pelo Baptist Hospital, de Miami, nos Estados Unidos, pelo trabalho desenvolvido, na Venezuela, na área de otorrinolaringoendoscopia.