Tal como avançou a investigação da TVI, também o advogado das famílias das vítimas do Meco está convicto de que havia mais pessoas presentes na praia, para lá dos sete estudantes.

Vítor Parente Ribeiro quer saber por que motivo a casa alugada pelos jovens terá sido limpa e arrumada antes da chegada das autoridades. O primeiro relatório de autópsia deve estar concluído nos próximos dias.

Vítor Parente Ribeiro é o advogado das famílias que perderam os filhos na praia do meco. Tal como a TVI já tinha avançado, também ele acredita que há mais pessoas envolvidas nos trágicos acontecimentos de dia 15 de dezembro. Quer saber quem são, quer saber por que se escondem.

Para Parente Ribeiro, nesta altura da investigação há muitas questões que ainda não têm resposta e que são fundamentais para entender o que aconteceu.

Uma delas é perceber por que motivo a casa alugada para passar o fim de semana terá sido limpa e arrumada ainda de madrugada, antes da chegada das autoridades, por quem não se sabe.

Os pais das vítimas querem ver outra questão esclarecida. Querem saber se a universidade Lusófona tinha ou não conhecimentos destes rituais.

O Ministério da Educação inicia esta quinta-feira uma ronda de reuniões para discutir as praxes académicas, mas os estudantes universitários, os primeiros a ser ouvidos, vão levar mais temas para discussão.

Na quarta-feira os estudantes fizeram saber que levam para a reunião uma proposta, que recupera uma ideia antiga nunca aceite por governos e parlamento, para criar um Estatuto do Estudante do Ensino Superior Universitário que inclua normas disciplinares e sanções uniformes em caso de abusos e excessos em contexto académico e praxes.

A investigação da TVI revela que a tragédia pode estar relacionada com um ritual de praxe. A reconstituição dá conta do que poderá ter acontecido na trágica noite e revela ainda que na noite anterior os jovens não dormiram e que mais cinco estudantes eram esperados na casa.

A investigação dos acontecimentos está entregue às autoridades judiciais e a Universidade Lusófona, na qual estudavam as vítimas, abriu um inquérito interno para apurar o que se passou.