O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), Raul Castro, anunciou hoje que o organismo vai comprar 631 equipamentos individuais para os bombeiros.

O anúncio foi feito após uma reunião que decorreu esta tarde com os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Leiria, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós, que integram a CIMLR.

Os autarcas já tinham manifestado na reunião anterior a sua preocupação pelo atraso no concurso público para aquisição de equipamentos individuais para os bombeiros.

«Claramente [que rejeitamos responsabilidades], não fomos nós que, a meio do percurso, alterámos as exigências dos equipamentos», disse à agência Lusa Raul Castro, reconhecendo que a alteração é benéfica, mas acarreta "problemas" nos procedimentos.

Segundo o responsável, também presidente da Câmara de Leiria, eleito pelo PS, foi aberto «um procedimento para a aquisição de equipamento individual mediante determinadas características que foram definidas ao mais alto nível».

«Acontece que, entretanto, começou a haver muitas reclamações da parte de responsáveis dos bombeiros, levantando a questão de que quer as botas, quer o fato não eram os mais apropriados para garantir a maior segurança aos bombeiros», explicou.

Esta situação levou à suspensão parcial dos procedimentos para lançar um novo, o que «vai demorar tempo», reconheceu o presidente da CIMRL.

Também o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, já se manifestou preocupado por os bombeiros ainda não terem recebido, no início da época de fogos, os equipamentos de proteção individual das comunidades intermunicipais (CIM).

«São as CIM que ficaram com a responsabilidade de fazer as aquisições. Sei que todos [os concursos] estão a correr, mas é verdade que muitos ainda não foram entregues. Estou evidentemente preocupado e preferia que tivessem sido entregues», disse Miguel Macedo.

No âmbito de um protocolo assinado com o Ministério da Administração Interna em 2013, as CIM ficaram com a responsabilidade de dotar os bombeiros com equipamentos de proteção individual, que são compostos pelo fato, luvas, botas, capacete e máscara.

Raul Castro acrescentou que «o mais caricato da situação» é que está a ser proposto à CIMRL para que, na sequência das novas exigências do equipamento e dado que «as botas e as luvas serão mais caras», faça «com o mesmo dinheiro a aquisição daquilo que está agora estipulado, mas para menos gente, uma vez que o dinheiro é diminuto».

O presidente da CIMRL revelou ainda que a comunidade irá tomar uma posição sobre o novo modelo de Lojas do Cidadão, após a sua aprovação em Conselho de Ministros, na quinta-feira, como reporta a Lusa.