Um cidadão português desapareceu na madrugada de terça para quarta-feira da empresa onde trabalhava, na cidade mexicana de Tehuacán, disse esta sexta-feira à Lusa a encarregada da secção consular da embaixada de Portugal no México.

«Já contactámos ontem [quinta-feira] os serviços do Ministério Público de Tehuacán, [cidade do Estado] de Puebla. Informaram-nos que estão a investigar o caso e que não se pode ainda falar propriamente de um rapto, uma vez que não foi pedido nenhum resgate», indicou Rosa Tavares.

«Ou seja, até agora, os contornos do caso só podem qualificá-lo como um caso de desaparecimento do cidadão português e não de rapto (...)», sublinhou.

De acordo com o site de notícias mexicano Municipios Puebla, o português Bernardino de Magalhães Miguel, de 24 anos, estava a trabalhar na empresa da mãe da sua namorada mexicana e desapareceu na madrugada de terça para quarta-feira.

«Ainda não nos enviaram nada por escrito, por parte do Ministério Público de Tehuacán. Portanto, nós ainda não tivemos a possibilidade de saber junto das autoridades migratórias do México exatamente quais são os dados de identificação deste cidadão português», contou ainda a responsável portuguesa.

Oralia Rodríguez Aguilar, mãe da namorada do português, ligou para a polícia na manhã de quarta-feira para participar que o portão da sua empresa estava entreaberto e havia um rasto de sangue, além do desaparecimento do jovem português, indicou aquele órgão de comunicação mexicano.

«Apenas foram encontrados vestígios de sangue no local, sinais de arrombamento, não houve roubo de materiais da empresa, relacionada com o setor têxtil, mas apenas desaparecimento de dinheiro», declarou Rosa Tavares.

«Segundo a senhora que prestou declarações, que é a mãe da namorada mexicana deste cidadão português, onde ele estava a viver, trata-se mesmo de um cidadão português, mas é tudo com base quer nas declarações da mãe [da namorada], quer no contacto que foi feito pelo Ministério Público de Tehuacán com a mãe do português em Portugal», acrescentou a encarregada consular.

Segundo Rosa Tavares, a mãe do jovem português não entrou ainda em contacto com as autoridades consulares de Portugal no México.

«Segundo o que nos disse o Ministério Público, ele já tinha vindo ao México no início do ano, penso que conheceu a namorada mexicana no âmbito de estudos e, depois veio viver para aqui, para a casa da namorada e começou a trabalhar na empresa da mãe da namorada», referiu a encarregada consular.

De acordo com o Municipios Puebla, o português tem um visto de turista, entrou no país a 21 de junho de 2014, podendo permanecer no país somente 130 dias.

«Continuamos a tentar contactar o Ministério Público de Tehuacán para que nos envie alguma comunicação por escrito para que possamos oficializar, de certa forma, este caso», indicou ainda Rosa Tavares.

Tehuacán, a cerca de 250 quilómetros da Cidade do México, é a segunda maior cidade do estado mexicano de Puebla, com aproximadamente 270 mil habitantes.