O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem equipas específicas e material com um grau de proteção superior para atuar no socorro e transporte de casos suspeitos de Ébola até aos hospitais de referência.

Fonte do INEM disse à agência Lusa que, sempre que este instituto for chamado a socorrer um indivíduo suspeito de estar infetado com o vírus do Ébola, serão equipas especializadas a atuar, as quais receberam uma formação específica.

Na quinta-feira, todos os colaboradores do INEM receberam novamente informação sobre o vírus do Ébola, nomeadamente os seus sinais e sintomas, bem como as formas de atuar.

Além da constituição de equipas especializadas e da formação específica, o INEM adquiriu material com um grau de proteção superior, o qual será usado em casos suspeitos de infeção.

O INEM atuará no socorro a casos suspeitos e no seu transporte aos hospitais definidos para atender estes casos, que em Lisboa é o Curry Cabral e o Dona Estefânia e, no Porto, o São João.

A diretora-adjunta da Direção Geral de Saúde (DGS) disse que a entidade vai divulgar esta tarde uma posição concertada com os parceiros europeus sobre a declaração de estado de emergência mundial de saúde pública.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou hoje a epidemia de Ébola, registada na África Ocidental, onde já matou perto de mil pessoas, «estado de emergência mundial».

«Estamos a concertar posições com os países que são nossos parceiros europeus, estamos a analisar bem o documento [divulgado hoje de manhã pela Organização Mundial da Saúde] e iremos emitir um comunicado às 16:00», garantiu Graça Freitas.

Escusando-se a adiantar que medidas poderão ser tomadas por Portugal ou pela Europa, a diretora adjunta da DGS referiu que os responsáveis da DGS estiveram «nos últimos dois dias em audioconferência com os parceiros europeus» para concertar uma posição.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, pediu hoje à comunidade internacional que ajude os países afetados a combater a epidemia de Ébola, a pior em quatro décadas.

Em conferência de imprensa, Chan afirmou que os países da África Ocidental mais atingidos pela epidemia - Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Nigéria - «não têm meios para responderem sozinhos» à doença e pediu «à comunidade internacional que forneça o apoio necessário».

Desde março, a epidemia já matou 932 pessoas e infetou mais de 1.700.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infetados.

A febre manifesta-se através de hemorragias, vómitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre os 25 e 90% e não é conhecida uma vacina contra a doença.