As escolas do 1º ciclo têm quase 3.500 computadores Magalhães que nunca foram levantados pelos pais: alguns podem ser requisitados por alunos e professores mas outros ainda estão embalados à espera de um destino, noticia a agência Lusa.

Dois anos após a suspensão do programa e.escolinhas, criado para distribuir portáteis pelos alunos do 1º ciclo, ainda existem 3.435 Magalhães nas escolas, segundo dados avançados à Lusa pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

«Esses computadores novos correspondiam a inscrições que não se traduziram na aquisição efetiva por parte dos pais e encarregados de educação», explicou o ministério.

De acordo com o ministério, «grande parte» destes portáteis serão cedidos aos agrupamentos de escolas para atividades pedagógicas em sala de aula.

O problema é que é também pouco habitual ver docentes ou alunos a utilizar os computadores que existem nos estabelecimentos de ensino.

O Ministério da Educação diz que os portáteis estão a ser redistribuídos pelas escolas que necessitam e que os portáteis vão permitir dar «maior liberdade para a realização de atividades pedagógicas com recurso às TIC (disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação), permitindo a criação de oficinas e espaços próprios de apoio às atividades letivas e às AEC».

Em resposta à Lusa, o MEC lembrou ainda que esta redistribuição de portáteis «vai além do que era permitido com a cedência anterior», ou seja, «um computador por cada turma do 1º ciclo do ensino básico».

O MEC diz que nas escolas onde o número de computadores novos existentes é demasiado elevado, será feita a «sua recolha para nova redistribuição e/ou cedência às escolas portuguesas no estrangeiro».

O e.escolinhas previa a distribuição de computadores Magalhães por todos os alunos do 1º ciclo. O programa começou em 2009 e permitia aos alunos ter um portátil por apenas 50 euros, sendo gratuitos para os estudantes do primeiro escalão da Ação Social Escolar.