O Dia do Desassossego celebra, este sábado, a data do nascimento de José Saramago, há 91 anos, com leituras de obras do Nobel da Literatura e de outros autores portugueses, em Lisboa, promovidas pela fundação com o nome do escritor.

A Fundação José Saramago, instalada na Casa dos Bicos, em Lisboa, assinala a data em que o escritor faria 91 anos, 16 de Novembro, com uma programação de leituras, que começaram na sexta-feira, nas estações do Metro de Lisboa. As leituras foram gravadas com a voz de Fernando Alves e música de António Pinho Vargas, em colaboração com editora A Boca - Palavras que Alimentam.

Este sábado, Dia do Desassossego, três atores do Grupo Éter fizeram leituras nas zonas do Rossio, às 10:00, do Chiado/Praça Luís de Camões às 11:00, de Santa Catarina às 12:00 e na rua António Maria Cardoso, às 13:00. Foram lidas em público passagens de «O Ano da Morte de Ricardo Reis», de José Saramago, de «O Livro do Desassossego», de Fernando Pessoa/Bernardo Soares, e de obras de outros autores portugueses.

Na Casa dos Bicos, decorre, às 16:30, uma sessão de contos com Rodolfo Castro e, às 18:00, são apresentadas duas novas edições de obras de José Saramago: de «Claraboia», com a reprodução do primeiro original datilografado, e de «A Maior Flor do Mundo», agora com ilustrações de André Letria.

No manifesto do «Dia do Desassossego», criado pela Fundação José Saramago, encorajam-se os leitores a ler nas ruas: «Enchamos Lisboa e as nossas cidades de livros. Leiamos na rua, em voz alta ou em silêncio. Leiamos para nos reconhecermos, para nos reforçarmos, para sermos mais lúcidos e independentes. Leiamos para nos conquistarmos».

No auditório do Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, é exibido às 15:00 o filme «José & Pilar», de Miguel Gonçalves Mendes.